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Guts out

August 30th, 2009 · No Comments

Então, vou cuspir minhas guts aqui mesmo, já que não me importa quem for ler, já que, afinal, quantos são esses?

A realidade nos engole em banquetes diversos, essa é a verdade. Me sinto engolida e escarrada vezes diversas, em ocasiões e círculos diferentes. Cada vez eu levo um “taste” de cada um de todos infinitos possíveis. Não que eu jamais vá chegar  a experimentar a totalidade das realidades presentes possíveis, mas é para salientar a singularidade de cada uma dessas experiências.

Enfim.

Hoje foi o dia de descobrir o cordão umbilical. Essa coisa semi-metéria-palpável que a gente quase pode, também, ver. É incrível ver duas individualidades – mãe e cria – interagindo da forma mais particular possível. SImplesmente inigualável. Entendo um pouco mais da magia existente dentro dessa relação, embora ainda não me identifique com o lado de lá da equação e nem veja uma necessidade latente de completar o “ciclo” natural da ordem darwiniana. Vejo a singularidade, entendo a relação, mas não acho que seja algo sem a qual a minha unidade, minha vida, não faria sentido ou fizesse menos sentido do que o adquirido e o que venha a ser adquirido ao longo da vida.

Mas, embora esse universo da psiquê humana e das imposições sociais – de constituir família, de cumprir com o ciclo natural, o ciclo social, o papel da mãe – esteja em parte bem tratado na minha totalidade pessoa social-corpo-espírito, o universo da fêmea ainda está em seus passos mais toscos. Então, por um lado, é impossível dizer que o 1º esta bem tratado, pois como pode ser que o papel da mãe esteja entendido quando o papel da mulher não está, não é mesmo, mas por outro lado, como se pode unir tão fortemente uma coisa a outra, se elas são deveras faces diferentes de um mesmo dado?!…

Outro universo hoje explorado foi o do amor. E, perhaps, essa tenha sido a real revelação do dia. (Eu sempre me emociono em descobrir catacterísticas pessoaois que me permitam entender melhor quem sou e como aprimorar essa que sou. Afinal, evolução! Não é para iso que estamos nessa vida?!)

A entrega do amor. A beleza de poder entender alguém tão na sua essência, tão na sua integralidade (existe essa palavra?!?!), que uma sensação de amor se espalha feito um arrepio no corpo. Uma descarga elétrica, uma alegria branda e morna. O AMOR! Que PENA, que lástima, que PERDA absurda que estamos todos nós sofrendo com a repressão desse sentimento que foi instaurada de forma tão silenciosa e tão forte nos nossos corações e vidas que só podemos admitir o amor se ele seguir certos preceitos, certas regras, certos padrões. O amor que se tem entre pai/mae-filho e pai-mãe. Entre irmãos, e entre família em geral – tá valeedo. Mas e o amor que se pode sentir por um amigo, por um conhecido, por um desconhecido (não falo dos ídolos, da loucura institucionalizada das religiões e das pop-religioes-american-idol, falo do desconhecido que sê vê numa ocasião social – na rua, numa festa, num bar, na praia), aquele que não envolve laços de sangue ou fluídos corporais?! O amor pelo amor, sem auxílio e sem chantagens. A beleza que esse amor têm, e que é relegado ao “eu gosto de você”, QUANDO são ditas quaisquer palavras. Perdemos ao não nos darmos ao luxo de dizer pros nossos amigos que os amamos. E não deveríamos ter vergonha disso.

Eu me apaixono tão facilmente… Acredito que por uma falta completa de saber lidar com esse amor - Esse!, que não precisa de label, e não precisa ser consumado.

A gente acha que é fácil amar. Leva isso como algo concreto, decretado, inerente a todo ser humano. E é, na real, é inerente… mas tá longe de ser algo natural hoje em dia. Hoje entendo que eu sei amar, mas ainda não compreendo esse sentimento na sua totalidade. Eu não sou religiosa, mas sei reconhecer o valor da crença e das histórias de onde elas se originaram (tentando sempre extrair a essência mais pura de cada uma, claro), então reconheço o mérito de Jesus Cristo que tentou ensinar o que é o amor. Até hoje não entendemos direito! Até hoje estamos stuck in a past of remorse, guilt and fear – que outra explicação há para algo tão lindo ainda ser tão incompreendido que não seja o domínio do seu oposto?!

Ahhhrrr… nenhuma conclusão todavia, a não ser da capacidade pessoal do amar sem fronteiras, embora essa capacidade ainda não seja totalmente livre de preconceitos, ja que, se fosse, o amor teria sido compreendido em toda sua complexidade e isso seria, eu acredito, como chegar a algum nível de nirvana…

Alguém concorda? Ah é né, quem lê?… Hehh

Tags: My life